quarta-feira, 13 de julho de 2011

Reflexão

...o exercício do AMOR exige que façamos aos nossos irmãos aquilo que não podemos fazer para Deus diretamente. Nada do que somos capazes de fazer irá tornar Deus mais feliz ou melhor. Devemos nos compenetrar profundamente de que este TUDO o que devemos fazer aos irmãos como prova do exercício do AMOR é nada mais que uma infinita miséria, ante o que representa o sacrifício de Cristo e da avassaladora força que brota dos sacrários. É dali que vem praticamente toda a nossa força de expiação, pois o sacrifício de Cristo tem valor INFINITO. Claro está, porém, que o Pai pedirá contas de cada um dos nossos atos, porque a caridade, força do amor, completa-se apenas nesta frase de Jesus: “Tudo o que fizerdes a um destes pequeninos é a Mim que o fazeis“. Esta diretriz suprema na verdade, encerra tudo o que a nossa miséria é capaz de fazer para Deus. Mas é esta, também, uma das forças da humildade da Igreja de Jesus.

Nesta humilde Igreja de Jesus, também poderosa e indestrutível, a Santa Missa, o Eterno Sacrifício e força maior, é um tesouro que faz pulsar todos os corações. Poderosa, porque busca sofregamente o Reino de Deus. Indestrutível, porque Jesus a batizou com Seu Sangue precioso. Nela, a confissão, sacramento da cura e da paz, é prova perfeita de uma comunidade sadia e santa.

Nesta Igreja, todos os sacerdotes têm seu coração pulsando com o de Jesus no sacrário. E é apenas por isso que ela é poderosa. Mas, mesmo sendo poderosa, esta Igreja também é humilde e pequenina, pois tem Maria como seu modelo. Nela não falta o pão que sacia o corpo, sendo ele repartido de forma justa a todos os que já têm as almas saciadas pelos sacramentos. Sim, almas saciadas, porque a maior e suprema caridade consiste em levar as almas para Deus. Isso é o mais importante. SALVAR ALMAS! O Senhor tem fome delas.

do Livro: Uma teologia morta – Desabafo de um leigo – Arnaldo Haas – Odorizzi Editora Gráfica. 1ª Ed. pg 8

Nenhum comentário:

Postar um comentário